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BLOG

2 Anos de Re.View Com Amigos

Olá gente, tudo bem? Hoje é dia de celebrar, pois o blog Re.View está completando e seu segundo aniversário e é sempre muito bom quando um blog amigo completa mais um ano!! E não há meio melhor para celebrar o segundo ano de um blog, do que com um belo dum sorteio, não é?

E para comemorar o segundo aniversário do Re.View, blogs amigos LiteRata, Pobre Leitora, Roendo Livros, O Maravilhoso Mundo da Leitura e Entre Parênteses se juntaram a ele, e a Editora Arqueiro para sortear os seis livros lançados até agora da série Outlander!!

E aí gente, diz se não é um baita sorteio??

Basta preencher o formulário corretamente e seguir as regras para participar.

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Harley-Quinn-Will-Either-Make-Or-Break-Suicide-Squad
Crônicas

Precisamos Falar Sobre Dependência Emocional

Se você me acompanha minimamente pelas redes sociais, já percebeu que minha personagem de gibi preferida é a polêmica, desequilibrada, psicopata, Arlequina – a super vilã que não tem nenhum poder excepcional além de causar muita bagunça e ser dependente emocionalmente do supervilão Coringa. Se você me acompanha mais de perto, vai saber que o Coringa também é meu vilão preferido. Mas não quando ele está junto com a Arlequina. E é sobre esse relacionamento que eu quero falar hoje.
Pra quem acompanha os hqs de perto, para além das telas do cinema, sabe que as histórias mudam de acordo com os arcos e que saber precisamente a origem de cada personagem pode ser um tanto quanto problemático porque depende muito do humor e criatividade dos autores. De um modo geral, no entanto, a origem da Harley Quinzel – a Arlequina – não mudou muito com o passar dos anos. No novo arco de sua revista mensal, ela era uma psiquiatra em destaque no Sanatório de Gothan quando, tentando se aproximar dos pacientes, finge ser uma paciente também. É aí que surgem os cabelos coloridos, e, também, o Coringa.
Acho que é bastante óbvio que a sanidade de Harley pode ser questionada muito antes dela virar a palhaça do crime. Com a entrada do Coringa em sua vida, no entanto, o que era apenas um leve desvio se tornou numa coisa doentia e perigosa. A, agora Arlequina, depois de ser mergulhada numa piscina de ácido e conseguir sua pele branca de palhaça, não tem mais profissão, não tem mais vida, não tem mais decisões que não estejam atreladas ao seu “pudinzinho”, Senhor G,, ou apenas Coringa.
Coringa é seu senhor. Em vários dos quadros, ele a obriga fazer coisas ridículas e, mesmo assim, hipnotizada por um amor doente, Arlequina faz. Ele a pisa, ele a trata mal, ele a humilha, chega a agredir fisicamente, e mesmo assim, Arlequina acha que pode mudá-lo, acha que ele pode amá-la, acha que ele ainda tem jeito. Ela acredita realmente que sem ele sua vida não tem sentido. E que só ela poderá transformá-lo num homem melhor.
E é aí que entra minha paixão pela palhaça do crime. É justamente aí, nessa inconsistência com meu posicionamento feminista. É porque suas atitudes são tão reais, tão plausíveis, tão comum em várias das mulheres que eu conheço, em vários casais que convivo, que é impossível que não compreendamos. Quantas mulheres você conhece que depois de conhecer “o cara” mudou completamente? Largou a profissão? Vive a sombra daquilo que chama de amor? Quantos casais você já encontrou que se tratam violentamente, até mesmo em público? Em que o namoro é baseado em ofender, humilhar, para manter o outro ali, ao lado, acorrentado?
Arlequina é apaixonante porque ela é fragilmente real. Porque, ainda que a gente não concorde com o que ela faz quando o Coringa está perto, a gente percebe que é um pouco do reflexo do que está a nossa volta. A Palhacinha se perde naquilo que ela acredita que é amor – e ai daquele que diz que não é.
Arlequina tem muito de mim, tem muito de você, tem muito daquela sua amiga que deixou os amigos de lado quando começou a namorar. Ela é um pouco de todas nós, que tentamos tão bravamente lutar por um pouco de liberdade e autonomia. Ela é aquela que largou a profissão, que se cala quando é ofendida, que deixa o namorado a tratar mal em público em troca de um colo para dormir durante a noite. Arlequina aceita o amor que ela acha que merece, como aquela frase clichê, e mesmo sabendo que recebe pouco, para ela, esse pouco é melhor do que nada.
Nos últimos anos, a amizade com Hera Venenosa – sua melhor amiga e também um de seus casos – tem a empoderado, libertado um pouco dos braços de polvo grudentos do vilão. E essa amizade também mostra a nossa luta real no dia-a-dia: mesmo que estejamos cada vez mais livres, eventualmente sempre caímos no mesmo erro, sempre voltamos para os braços de quem nos silencia. Não falo de você, que pode mesmo nunca ter passado por isso. Mas falo daquela sua amiga, da sua irmã, daquela menina que estuda contigo, qualquer uma das meninas que são mais frágil do que você acha que é compreensível ser.
O feminismo não é fácil. O empoderamento é um processo complicado, difícil, que as vezes causa recaídas. A Arlequina tem diversos problemas e pode ser controversa, mas para mim – e digo isso sublinhado – é um grande símbolo da nossa luta contra o machismo. O importante não é o tanto de vezes que erramos e voltamos para quem nos maltrata. O importante é que a gente consiga sair disso, milímetro por milímetro, até nos ver livre do machismo que nos cala.

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Resenha

Resenha: O Senhor das Moscas – William Golding

Heeey seus lindos tudo bem?? Como passaram de fim de semana??
Espero que tudo bem.
Então, aproveitando o clima politico que estamos vivendo, eu trago hoje para vocês a resenha de um livo extremamente marcante e de uma profundidade política que, apesar de seu ano de publicação, ela pode ser facilmente identificada nos dias de hoje, e como extra especial, a autora da resenha de hoje é a Larissa, minha amiga e estudante de Relações Públicas e faz tempo que também queria falar sobre este livro.
Então, para vocês: O Senhor das Moscas
Título Original: Lord of the Flies

Autor: William Golding
Editora: Editora Objetiva Ltda

“Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos – e por seus próprios desígnios – esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo pode, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Senhor das Moscas é um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.”

O trecho acima é apenas a transcrição da pequena sinopse presente no livro, e confesso que ao lê-la pela primeira vez não compreendi muito bem o que o editor quis dizer com “retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano”, mas após a leitura do livro e de muito tempo refletindo sobre o que acontece na história contada por um narrador onisciente, pude pensar melhor sobre isso.

“Como esperam ser salvos se não fazem primeiro o que tem de ser feito primeiro e não agem certo?

Queremos ser salvos; e, sem dúvida, seremos salvos.”

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Crônicas

Carta Aberta A Marcela

Não é nada contra você.

Não tem nada de errado em você ser a bela, a recatada e a do lar. É escolha sua, sabe? O errado é fazer essa escolha virar modelo para todas as outras. Porque sabe, Marcela, há vários modelos que podemos seguir nessa vida e, inclusive, há também nossa liberdade de não ser cópia de nenhum modelo por aí. E se a gente quiser ser quem somos, com todos os defeitos? O que é que tem?

E daí que não somos belas, nem luxuosas, nem elegantes, nem superproduzidas, nem supermaquiadas? Que falamos palavrão, que sentamos como bem queiramos, que saímos para beber no bar com amigos, que bebemos mesmo sem medo de passar vergonha? E daí que temos vontade de transar no primeiro encontro? De fazer sexo sem compromisso? De que não queremos casar, ter filhos, um carro e dois cachorros? E daí, Marcela, se somos da rua, do trabalho, da luta? Se arregaçamos as mangas para colocar comida em casa? Se deixamos de dormir para chegar no nosso sonho? Se prezamos por ter uma vida profissional ativa ao invés de apenas cuidar da casa?

Perceba, não é nada contra você. É contra esse modelo que tentam nos impor. É contra essa violência que nos empurram garganta abaixo: veja só o que você tem que ser, bela, recatada, do lar. Tudo bem ser isso, se é o que você quer. Talvez algumas outras pessoas queiram também. Mas eu não quero, Marcela. Eu quero ser eu. E a minha versão, com mil desculpas, é muito mais bonita do que seguir qualquer outro tipo de você.

Porque a minha versão sou eu, entende? Assim, toda errada, quebrada, fazendo de um palavrão um advérbio de intensidade em fim de frase, bebendo quando quer beber, virando a noite estudando pra faculdade, se descabelando pela profissão que seguiu e os caminhos que escolheu para alcançar seu sonho. Porque é o meu sonho, entende? É a minha vida. E nela, que me desculpem as mais conservadoras, nunca houve espaços para ser apenas do lar, apenas recatada, apenas bela.

Eu sou mais. Eu posso ser mais. Eu quero ser mais.

E tudo bem que talvez seja a escolha mais difícil. Tudo bem que os modelos que eu sigo rompam com todos aqueles que dizem que eu devo seguir. Tudo bem que muita gente condena e tudo bem não encontrar aquele cara legal que vai me apoiar, acima de tudo, quando eu quiser partir para mais uma graduação, quando eu resolver deixar meus filhos na creche para não abandonar o trabalho, quando eu ser tão do lar quanto do trabalho, da rua, do bar. É que eu já aceitei que sou grande demais para caber num só espaço, Marcela.

É no mundo que está o meu lugar.

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Resenha

Resenha: A Coroa Cruel – Victoria Aveyard

Coroa CruelCoroa Cruel
Contos da Série A Rainha Vermelha
Victoria Aveyard
Skoob
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765923
Ano: 2015
Páginas: 232
Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha. Continue Lendo

LANÇAMENTOSDO MÊS
Novidades

Lançamentos de Abril – Companhia das Letras

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EDITORA SEGUINTE

A rebelde do deserto – Trilogia A rebelde do deserto, vol. 1 (Alwyn Hamilton)

http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=55078

O destino do deserto está nas mãos de Amani Al’Hiza — uma garota feita de fogo e pólvora, com o dedo sempre no gatilho. O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir. Continue Lendo

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Resenha

Resenha: O Círculo Rubi – Richelle Mead

O Círculo RubiO Círculo Rubi – Bloodlines livro 6
Richelle Mead
Skoob
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765756
Ano: 2015
Páginas: 336
Sinopse: Depois que Sydney Sage escapou das garras dos alquimistas, que a torturaram por viver um romance proibido com Adrian Ivashkov, o casal passou a viver exilado na Corte Moroi. Hostilizada por todos ao seu redor por ser uma humana casada com um vampiro, a garota quase não sai de casa e perde a noção do tempo, trocando o dia pela noite. Mas logo Sydney se vê obrigada a abandonar seu refúgio, já que seu coração continua apertado desde que Jill Dragomir desapareceu. O sumiço da jovem princesa vampira coloca em risco toda a estabilidade política dos Moroi… Então quem estará por trás desse sequestro? Sydney precisa dar um jeito de trazer a amiga de volta — e ao mesmo tempo alcançar sua própria liberdade.)

Laços de Sangue I Lírio Dourado I Feitiço Azul I Coração Ardente I Sombras Prateadas

Olá! Finalmente a resenha do último livro da série Bloodlines, da minha queridinhas Richelle Mead. Demorei para escrever essa resenha, mas foi só casualidade mesmo. Eu devorei esse livro, assim como eu devorei todos os outros da série. Para quem me conhece, sabe que eu ainda não li Academia de Vampiros, e não foi por falta de indicação e amor (foi por falta de dinheiro mesmo) mas que me apaixonei demais pela trama vampiresca criada pela Richelle. E todo mundo tá cansado de vampiro bobinho né? (não querendo citar nomes…). A capa desse livro está linda! É de um rosa delicado, seguindo o padrão de montagem de todas as outras da série, com textura laminada, fosca. Tem muita gente que critica essas capas nacionais da série, mas é porque vocês ainda não viram as capas originais americanas. Enfim, o trabalho da Seguinte continua primoroso. O livro não é longo, é, novamente dividido por capítulos intercalados da Sydney e do Adrian, que também são curtos, o que só faz com que a gente devore cada pedacinho do final dessa série de uma vez. Mas, nem tudo são flores, nem rubis…

“Eu vou te encontrar. Você não ficará sozinha.”

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 Então, se você ainda não leu nenhum dos outros livros da série, volte algumas casas e leia a resenha de Laços de Sangue. Vai ser impossível falar tudo que eu tenho para falar sobre esse livro sem um spoilerzinho ou outro.

O Círculo Rubi é a história que finaliza (ou supostamente deveria finalizar) a saga de Sydney Sage, uma humana alquimista e Adrian Ivashkov, um vampiro moroi. Depois de viverem na Califórnia, debaixo de um sol escaldante e se aproximarem, coisa nunca antes pensada pela certinha mocinha, alquimista, que prezava pelas regras e tinha medo de vampiros, eles se casam, e, não aceitos por nenhuma das comunidades, vivem reclusos na Corte Moroi, protegidos pela Rainha Lisa. Os primeiros meses do casamento, que deveria ser de felicidade e liberdade são frustrantes. Eles ainda se amam, muito, mas vivem presos em um apartamento com a mãe do Adrian e sem poder trabalhar e viver no mundo normal. Os alquimistas ainda perseguem Sydney e não vão parar até encontrá-la. Mas Jill, uma amiga e princesa da corte, está desaparecida e os dois sabem que podem ajudar a encontrá-la. Por isso, decidem arriscar a vida monótona mas protegida na corte por suas liberdades de volta e a esperança de trazer Jill de volta para casa, sã e salva. É claro que eles vão né? E com isso dá-se início a última aventura dos dois nessa série. É maravilhoso, divertidíssimo mas acredito que algumas pontas ficaram soltas, depois de 6 livros sabe? Achei que foi um final muito normal até para quem é apaixonado pela anormalidade de vida da Syd e do Adrian. Mas, de certa forma, eles mereciam aquele descanso e que tudo, tudo mesmo, desse certo no final, e que ele fosse bastante feliz.

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Resenha

Resenha: Depois a louca sou eu – Tati Bernardi

Depois a louca sou euDepois a louca sou eu
Tati Bernardi
Skoob
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535926576
Ano: 2016
Páginas: 144
Sinopse:Em Depois a louca sou eu, Tati Bernardi escreve sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil, inteligente e confessional. As crises de pânico, a mania de organização, os remédios tarja-preta e os efeitos da ansiedade em sua vida aparecem sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar e, sobretudo, humor. Tati consegue falar de um tema complicado, provocar gargalhadas e ainda manter o pacto de seriedade com o leitor. A capacidade de rir de si mesma confere a tudo isso distância, graça e humanidade. Depois a louca sou eu é a entrada em cena de uma escritora que ombreia com os melhores da nova literatura brasileira. Continue Lendo

Crônicas

Entre Amigas

Menina, não fica assim. Não faz isso consigo mesma. Não se cale na frente de ninguém só para que essa pessoa fique na sua vida. Menina, me escute, quem merece ficar na sua vida é quem está disposto a te escutar, em qualquer momento – desde quando você tá sendo inteligente até naqueles momentos que está mais insegura. Menina, olha pra cá, insegurança é normal pra todo mundo. Mas vê se não se deixa dominar por ela, tá?

Não vale a pena. É sério. Não vale a pena fazer tudo por alguém que só te pisa. Que te humilha. Que te destrói de tantas maneiras. E que ainda por cima nem aparece para tentar te consertar. Não vale a pena se machucar tanto por alguém. Mudar tanto por alguém. Esquecer dos seus sonhos por alguém. Lembra que você queria ganhar o mundo? O mundo é todo seu, menina. Então por que você insiste em deixar seu mundo na mão de outra pessoa?

Não se maltrate assim. Não se diminua assim. As relações nas nossas vidas precisam vir para nos multiplicar – nem somar, menina, que somar é pouco – E você precisa crescer, amadurecer, florescer. Brotar no jardim de alguém, sim, se é isso que você quer. Mas não pode proibir os insetos de levar suas sementes pra onde fores. Entendeu, menina? Você nasceu flor.

Veja bem, menina. Presta atenção. A vida é uma estação, onde as pessoas chegam e as pessoas se vão. E você precisa oferecer o melhor que tem a elas. Às vezes, quem chega não te dá nada, e quem vai embora a gente queria para sempre. E dói. Eu sei, eu sei, menina. Mas deixa eu te dizer uma coisa… Aquele poeta estava certo: o inevitável é o sofrimento. Mas a dor, minha amiga, é opcional.

Não sofra por quem não te valoriza. Não chore por quem não seca suas lágrimas. Não se anule por alguém que só sabe te chamar de louca. E daí que você é louca, menina? E não somos todas? E não nos descompensamos todas? E não é assim que somos mais felizes? Menina, não coloca sua felicidade na mão de ninguém. Para com isso. Se olha no espelho, veja como você é linda. E não deixe ninguém te dizer o contrário disso!

Escuta bem esse meu carinho, menina: pessoas vão e vem. Você é a única que sempre fica no final. Não acha que precisa tratar-se bem?

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Resenha, Séries

Love – Netflix

Bem, essa sou eu problematizando séries! UHUL Nunca pensei que esse dia chegaria mas… (vamos parar com a enrolação, pensei sim e estou até feliz de quebrar o hiatus do blog falando sobre uma coisa que me deu nos nervos). Bom, eu virei o que seria (ou não) meu primeiro final de semana das minhas curtas férias entre o maravilhoso último período de 2015 (sim, ainda estou presa nele) com o mais fantástico ainda primeiro período de 2016 e… não poderia ter me desapontado tanto… Vamos falar um pouquinho sobre a série primeiro para vocês se situarem (e conferirem, se quiserem, porque tem doido pra tudo).

Love (Love, 2016) – 1ª temporada
Duração: 10 episódios de 30 minutos cada
Todos disponíveis no Netflix a partir de 19 de fevereiro de 2016
Creators: Judd Apatow, Lesley Arfin, Paul Rust
Stars: Gillian Jacobs, Paul Rust, Claudia O’Doherty
Netflix e a Legendary Television anunciaram a produção de uma nova série original que está disponível em todos os territórios da Netflix em 2016. A série se chama Love, e contará a história de Gus (Paul Rust, de “Eu Te Amo, Cara”, Beth Cooper e Bastardos inglórios) e Mickey (Gillian Jacobs) em suas jornadas pelos prazeres e humilhações da intimidade, do comprometimento e de outras coisas que preferiam evitar. Jacobs ficou conhecida como a Britta da série Community. Gus e Mickey enfrentam os problemas da vida para conseguir engatar um relacionamento. Continue Lendo